Cinco conclusões da reunião extraordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva Cervejeira sobre o caso Backer

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva Cervejeira realizou uma reunião extraordinária nesta quarta-feira (5), em Belo Horizonte (MG), para discutir sobre o caso da Cervejaria Backer. O encontro contou com a presença de representantes do Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Sindbebidas. 

Na ocasião, foi apresentada uma análise em mais de 100 rótulos vendidos em Minas Gerais, sendo eles nacionais, artesanais e importadas. O estudo, realizado pelo Mapa, concluiu que nenhuma das bebidas teve contaminação com dietilenoglicol.

Para Carlo Lapolli, presidente da Câmara Setorial e da Abracerva, isso mostra que esta crise é restrita à Cervejaria Backer. “A partir dessa avaliação é possível comprovar que não há um problema sistêmico na produção da cerveja artesanal. É um caso isolado”, diz. 

Conclusões da reunião

Segundo Lapolli, este incidente trouxe à tona discussões importantes sobre o setor. Na conversa entre os representantes da Câmara Setorial, algumas conclusões foram tiradas, a fim de servir como base para futuras ações. São elas: 

1 – Trata-se de uma situação restrita à Backer. “Não podemos permitir que essa crise coloque em cheque a qualidade da cerveja artesanal. Este foi um acontecimento inédito e totalmente isolado”, afirma o presidente da entidade. 

2 – Segundo a análise feita pelo Mapa, as demais marcas comercializadas em Minas Gerais – sejam fabricadas ou não na região – estão livres de dietilenoglicol e monoetilenoglicol.

3 – Para Lapolli, este é o momento de revisar processos. “Precisamos estar cada vez mais atentos à segurança alimentar, reavaliar processos de controle de qualidade, analisar melhor os fornecedores para que situações como esta não se repitam”, comenta. 

4 – A Abracerva se comprometeu em planejar novas ações de fomento a criação de plano de gestão de qualidade. 

5 – É importante discernir a verdade das fake news. “Muitas questões foram levantadas durante a crise e é imprescindível que saibamos separar o que é real do que não é. Desde da criação de uma marca, registro, até o processo de produção da bebida, tudo é avaliado e fiscalizado pelo Mapa, tanto para uma marca independente como para a comercial (aquelas ligadas a multinacionais). Isso precisa ficar claro. A cerveja artesanal vem conquistando espaço no mercado justamente pela qualidade do produto e é isso que sempre prezamos dentro desse setor”, afirma Lapolli. 

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva Cervejeira vai continuar acompanhando o caso e discutindo desdobramentos sobre o assunto.

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